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METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE

O CHAS implementa 6 metas para segurança do paciente com o objetivo de oferecer um ambiente cada vez mais seguro aos pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde.

Conheça as 6 Metas de Segurança do Paciente adotadas.

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IDENTIFICAÇÃO CORRETA DO PACIENTE

O que é ?

A identificação correta do paciente é um dos primeiros cuidados para uma assistência segura. Essa ação é o ponto de partida para a correta execução das diversas etapas de segurança em nossa instituição.

O processo de identificação do paciente deve ser capaz de identificar corretamente o indivíduo como sendo a pessoa para a qual se destina o serviço (medicamentos, sangue ou hemoderivados, exames, cirurgias e tratamentos).

Nosso processo de identificação do paciente inclui três informações distintas utilizadas para identificação do paciente antes de cada ação assistencial: número de prontuário/atendimento, nome completo e data de nascimento, afim de garantir que o cuidado seja realizado no indivíduo certo.

A identificação acontece no momento da admissão (internação e Pronto Atendimento), por meio de pulseira de identificação de coloração branca.

O que medimos ?

Para verificar o cumprimento desta meta medimos os seguintes indicadores:

  1. Taxa de eventos adversos devido a falhas na identificação do paciente.

  1. Proporção de pacientes com pulseiras padronizadas entre os pacientes atendidos nas instituições.

O que fazer para melhorar esse processo ?

Para garantir a segurança do cuidado, é importante:

  1. Manter a pulseira de identificação até a alta.

  2. Verificar se as informações estão corretas e legíveis.

  3. Certifique-se de que a equipe assistencial faça a conferência de sua identificação antes de qualquer atendimento.

  4. Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas.

Importante: o número do quarto não pode ser utilizado para identificar o paciente apenas como localizador.

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MELHORAR A COMUNICAÇÃO ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

​​​​O que é ?

A segurança da assistência depende de uma comunicação entre os colaboradores. A instituição padronizou como, por quem e para quem são transmitidas as informações acerca do paciente (prescrições verbais, resultados de exames críticos e transição de cuidados), bem como a forma de registro dessas informações, de maneira que ocorra de forma clara e oportuna, sem ambiguidades, com a certeza da correta compreensão por parte do receptor da informação.

Importante: Esta informação deverá ser registrada em prontuário.

O que medimos ?

Para verificar o cumprimento desta meta medimos os seguintes indicadores:

  1. Proporção de prescrições verbais e telefônica.

  2. Proporção de registro de comunicação de resultados críticos de exames diagnóstico.

  3. Proporção de registro de transição do cuidado.

O que fazer para melhorar esse processo ?

  1. Registrar as informações do paciente no prontuário, que é um documento legal e contém todas as informações do processo assistencial, desde a admissão até a alta.

  2. Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas.

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MELHORAR A SEGURANÇA DOS MEDICAMENTOS

O que é ?​

As práticas para melhorar da segurança de medicamentos no CHAS envolvem a padronizar procedimentos para garantir a segurança de armazenamento, movimentação e utilização de medicamentos de alto risco e que possuem nome, grafia e aparência semelhantes, prevenindo a ocorrência de uma administração inadvertida.

O que medimos?

  1. Taxa de erros na prescrição de medicamentos.

  2. Taxa de erros na dispensação de medicamentos.

  3. Taxa de erros na administração de medicamentos.

  4. Taxa de eventos adversos relacionada a medicação.

O que fazer para melhorar esse processo?

  1. A segurança no uso de medicamentos inclui a checagem da identificação do paciente com a prescrição médica.

  2. Fique atento à realização desse passo: confirmação dos dados da pulseira com o prontuário.

  3. Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas.

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GARANTIR O LOCAL CORRETO, O PROCEDIMENTO CORRETO E A CIRURGIA NO PACIENTE CORRETO

O que é ?

O conceito de cirurgia segura envolve medidas adotadas para redução do risco de eventos adversos que podem acontecer antes, durante e depois das cirurgias. Eventos adversos cirúrgicos são incidentes que resultam em dano ao paciente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu um programa para garantir a segurança em cirurgias que consiste na verificação de itens essenciais do processo cirúrgico. O objetivo é garantir que o procedimento seja realizado conforme o planejado, atendendo aos cinco certos:

  1. Paciente.

  2. Procedimento.

  3. Lateralidade (lado a ser operado, quando aplicável).

  4. Posicionamento.

  5. Equipamentos.

Importante: Fazemos também a checagem de segurança nosso check-list cirúrgico ou time out, um conjunto de ações que envolve todas as fases o procedimento cirúrgico.

O que medimos?

  1. Percentual de pacientes que recebeu antibiótico profilaxia no momento adequado;

  2. Número de cirurgias em local errado;

  3. Número de cirurgias em paciente errado;

  4. Número de procedimentos errados;

  5. Taxa de mortalidade cirúrgica intra-hospitalar ajustada ao risco; e

  6. Taxa de adesão à Lista de Verificação.

O que fazer para melhorar esse processo?

  1. Nas cirurgias que envolvem lateralidade, o médico marcará o local correto no corpo do paciente antes que este seja encaminhado ao centro cirúrgico.

  2. Fique atento à realização desse passo:

  1. confirmação dos dados da pulseira com o prontuário.

  2. checagem da identificação do paciente e o procedimento cirúrgico.

  1. Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas.

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REDUZIR O RISCO DE INFECÇÃO ASSOCIADO AO CUIDADO

O que é?

A infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) é aquela adquirida em função dos procedimentos necessários à monitorização e ao tratamento de pacientes em hospitais, ambulatórios, centros diagnósticos ou mesmo em assistência domiciliar (home care).

Mesmo quando se adotam todas as medidas conhecidas para prevenção e controle de IRAS, certos grupos apresentam maior risco de desenvolver uma infecção. Entre esses casos estão os pacientes em extremos de idade, pessoas com diabetes, câncer, em tratamento ou com doenças imunossupressoras, com lesões extensas de pele, submetidas a cirurgias de grande porte ou transplantes, obesas e fumantes.

O que medimos?

O monitoramento das IRAS permite que os processos assistenciais sejam aprimorados e que o risco dessas infecções possa ser reduzido.

Nesse sentido, a higienização das mãos é um procedimento essencial. O nosso processo é baseado nas recomendações da OMS, que considera a necessidade de higienização das mãos, por todos os profissionais de saúde, em cinco momentos diferentes, incluindo antes e depois de qualquer contato com o paciente, conforme mostra a figura abaixo.

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Medimos:

  1. Consumo de preparação alcoólica para as mãos: monitoramento do volume de preparação alcoólica para as mãos utilizado para cada 1.000 pacientes dia.

  2. Consumo de sabonete monitoramento do volume de sabonete líquido associado ou não a antisséptico utilizado para cada 1.000 pacientes-dia.

  3. Percentual (%) de adesão: número de ações de higiene das mãos realizados pelos profissionais de saúde/número de oportunidades ocorridas para higiene das mãos, multiplicado por 100.

O que você pode fazer para melhorar esse processo?

  1. Disponibilizar preparação alcoólica em lugares estratégicos do hospital.

  2. Orientar acompanhantes e/ou familiares da importância da antissepsia das mão.

  3. Treinar incansavelmente toda equipe multiprofissional.

  4. Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas.

Como fazer antissepsia das mãos ?

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REDUZIR O RISCO DE DANOS AOS PACIENTES RESULTANTE DE QUEDAS

O que é a avaliação de risco de queda?

Como medida de segurança, o centro Hospitalar Albert Sabin-CHAS implantou o protocolo de queda no intuito de identificar o risco de queda dos seus pacientes e agir preventivamente, evitando esse tipo de evento e eventuais lesões causadas por ele.

O protocolo de prevenção de quedas do CHAS inclui a identificação de pacientes com risco – em função das condições clínicas, dos medicamentos prescritos e dos tratamentos – e a adoção de medidas preventivas, conforme esse risco.

A avaliação do risco é realizada a partir da admissão, com base nas condições clínicas e necessidades do paciente. Todos os pacientes são orientados quanto aos riscos e às medidas de prevenção. Além disso, o nosso ambiente hospitalar está sendo adequado para diminuir o risco das quedas relacionadas a estrutura física e mobiliário, o que inclui o quarto e o banheiro do paciente.

O que medimos para avaliar o risco de queda ?​

  1. Proporção de pacientes com avaliação de risco de queda realizada na admissão.

  2. Número de quedas com danos.

  3. Número de quedas sem danos.

  4. Índice de quedas

O que você pode fazer para melhorar o processo de prevenção de quedas?

  1. Avaliar, no momento da admissão, o risco de queda do paciente (pacientes internados, pacientes no serviço de emergência e pacientes externos)

  2. Uma vez identificado o risco de queda, orientar pacientes e familiares sobre as medidas preventivas individuais, e entregar material educativo específico

  3. Pacientes e acompanhantes devem seguir as orientações dadas pela equipe multiprofissional.

  4. Identificação todo paciente com riscos para queda.

  5. Retirar todos objetos ou mobiliário que possa levar a uma queda e evitar uso de tapetes na instituição.

  6. Colocar sinalização visual para identificação de risco de queda, a fim de alertar toda equipe de cuidado.

  7. Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas.

  8. Notificar imediatamente ao Núcleo de Segurança do Paciente caso ocorra um evento de queda.